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22/08/2017 | 13h08

Mercado

Carro brasileiro ganha mais conteúdo

Jato Dynamics mostra as mudanças na preferência do consumidor


SERGIO QUINTANILHA, PARA AB

Vitor Klizas, presidente da Jato Dynamics (foto: Luis Prado)
O mundo evoluiu radicalmente nos últimos anos por causa da conectividade e o mercado automobilístico acompanhou esse movimento. E as mudanças não dizem respeito apenas aos sistemas que deixam motoristas e passageiros conectados, mas também aos equipamentos de conforto. Uma demonstração dessa revolução foi dada por Vitor Klizas, presidente da Jato Dynamics, durante o Workshop Planejamento Automotivo 2018, realizado por Automotive Business na terça-feira, 22, no Sheraton WTC, em São Paulo. A procura por carros com câmbio automático, por exemplo, passou de 8,6% em 2006 para 19,7% em 2011 e explodiu nos últimos anos, chegando a 39,9% em 2017. O fenômeno também pode ser verificado na exigência de ar-condicionado de série, que passou de 31,8% para 91,1% nos últimos dez anos.

Entre os sistemas de conectividade disponíveis no mercado, a procura por Android Auto é muito maior do que a disponibilidade por versão (proporção de 42% contra 33%). Já o Mirror Link é o oposto, pois está disponível em 15% das versões, mas só é comprado por 3% dos consumidores. O Apple CarPlay é o sistema que apresenta o maior equilíbrio entre oferta e procura (44% dos emplacamentos, ante 48% de disponibilidade nas versões).

Klizas disse que o consumidor brasileiro tornou-se muito mais exigente – e que isso representa uma oportunidade no aftermarket. Hoje, equipamentos como computador de bordo (72,1%), direção assistida (99,6%) e vidros elétricos dianteiros (97,9%) são quase obrigatórios para um carro fazer sucesso. Mas não só isso: a garantia de três anos também deu um salto, passando de 21,8% para 73% em apenas cinco anos, enquanto a garantia de um ano caiu de 68,4% para 11,1% no mesmo período. E os motores turbo ou supercharger já representam 7,8% do mercado. Em 2011 eram 2,2%.

Segundo a Jato Dynamics, os hatches ainda são os carros mais vendidos no Brasil, mas com uma espantosa tendência de queda, ao contrário dos SUVs, que sobem de forma constante. Quanto às marcas, Klizas observou que a Chevrolet tem uma clara tendência de crescimento nas vendas de automóveis de passeio, fácil de observar porque é a líder de mercado, mas também destacou a Ford na mesma linha. No mercado de comerciais leves, só a Fiat mostra crescimento no comparativo de 2016 com 2017.

MOTORES MAIS POTENTES

Vai longe o tempo em que motor 1.0 era sinônimo de carro fraco. Por causa do Inovar Auto houve um investimento forte na melhora desses motores, que já respondem por 14,1% das vendas, um bom crescimento em relação aos 9,8% de 2015.

Mas, segundo a Jato Dynamics, o aumento das vendas de carros com motores de 1.0 a 2.0 é ainda mais expressivo, atingindo 77% em 2017. No ano passado, esse número era de 65,3%.

A potência média nas vendas efetuadas também vem crescendo nessa reta final do Inovar-Auto. Os motores 1.0 passaram de 78,8 para 85,3 cv em apenas dois anos, enquanto os 1.4 foram de 75,5 para 91,6 cv. Já os 2.0 saíram dos 97,6 cv para os atuais 102,8 cv, em média.

Comentários: 1
 

Gian
24/08/2017 | 13h21
Legal dessa matéria é que vai de frente com uma outra onde estavam justificando que não haveria necessidade de investimento para produção de câmbios automáticos no Brasil !!!! .... engraçado como aqui mostra-se o oposto !!! estão perdendo tempo, visto que houve um crescimento expressivo pela compra de carros automáticos .... indústria do cão, olho gordo !!!! ... e continuemos a ter carroças ...

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