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08/08/2017 | 20h00

Balanço

Marcopolo apura forte crescimento de produção e receita

Ônibus rodoviários e operação externa garantem resultado semestral


REDAÇÃO AB

A Marcopolo apurou crescimento da produção e das receitas no primeiro semestre deste ano, em resultado sustentado pelo bom desempenho das exportações e operações no exterior, além do avanço doméstico dos encarroçamentos de ônibus rodoviários. De acordo com o balanço semestral divulgado pela companhia esta semana, no total, a produção de 4.870 carrocerias completas de janeiro a junho significou substancial aumento de 40,7% sobre o mesmo período de 2016, sendo que 3.766 (+36,6%) foram produzidas no Brasil e 1.104 (+56,8%) nas fábricas da Marcopolo na África do Sul, Austrália e no México. As vendas de 4.824 unidades vendidas no mundo todo (2.397 no mercado brasileiro) somaram em seis meses receita operacional líquida de quase R$ 1,3 bilhão, 23,6% acima do apurado no primeiro semestre do ano passado.

Apesar do bom desempenho operacional, o lucro líquido semestral de R$ 29,2 milhões caiu 43,8% em relação ao resultado do mesmo período de 2016. A retração, segundo a companhia, é explicada por gastos não recorrentes com o processo de reestruturação interna da Marcopolo, com o objetivo de elevar a produtividade e rentabilidade da empresa nos próximos anos.

“Ainda estamos distantes dos volumes históricos realizados no mercado brasileiro, porém o desempenho do segundo trimestre de 2017 ensaia o que pode ser uma retomada gradual, especialmente no segmento de ônibus rodoviários”, analisa em comunicado José Antônio Valiati, diretor de relações com investidores e de controladoria e finanças da Marcopolo. “Fizemos a nossa ‘lição de casa’ e agora estamos ainda melhor preparados para atender com mais efetividade a demanda brasileira, na medida de sua recuperação”, destaca Francisco Gomes Neto, CEO da Marcopolo. Segundo ele, o bom desempenho do primeiro semestre pode ser atribuído à maior competitividade obtida com os esforços empreendidos na revitalização do Sistema Marcopolo de Produção Solidária, que são percebidos nos indicadores de segurança, qualidade e eficiência.

BRASIL E EXTERIOR

As exportações e operações externas da Marcopolo foram a maior fonte de receita da companhia, com 66% de participação no faturamento semestral. As vendas no exterior somaram R$ 858,2 milhões no período, com expansão de quase 30% sobre o primeiro semestre de 2016. No mercado brasileiro foram faturados R$ 437,4 milhões, alta de 13%.

No Brasil, a produção da Marcopolo, incluindo exportações e modelos Volare, foi de 3.933 unidades, 35% acima do registrado nos primeiros seis meses do ano passado, mas ainda muito longe do recorde de 9.121 unidades fabricadas no primeiro semestre de 2013. O segmento de rodoviários (1.445 carrocerias produzidas em fábricas brasileiras) foi responsável por todo o crescimento, com expansão de quase 40%. Em contrapartida, foram encarroçados no País para os mercados doméstico e externo 838 ônibus urbanos, em queda de 24,7%.

As exportações se mantiveram aquecidas em todo o primeiro semestre e aumentaram 38,2%, com 1.498 unidades embarcadas. A produção nas operações no exterior também cresceu. Nas unidades externas, os destaques positivos ficaram por conta da Polomex (México), que produziu 742 ônibus nos primeiros seis meses de 2017, em alta de 96,3%, como resultado das mudanças no modelo de negócio da operação, conquista de novos clientes e de uma linha mais nobre de produtos, sobretudo rodoviários. A África do Sul elevou em 53,5% os volumes fabricados em relação ao primeiro semestre 2016, com a ampliação no fornecimento para o mercado africano. Já a Superpolo (na qual a Marcopolo tem sociedade de 50%), na Colômbia, cresceu 33,7% (337 unidades). O único resultado negativo externo foi na Australia, com queda de 16,8% nos volumes produzidos (164 carrocerias).

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