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28/07/2017 | 17h29

Balanço

Grupo VW eleva lucro líquido em 84% no semestre

Resultado líquido atinge € 6,59 bilhões, 7,7% da receita de € 115,8 bilhões


REDAÇÃO AB

O lucro líquido do Grupo VW cresceu expressivos 84% ao encerrar o primeiro semestre em € 6,59 bilhões na comparação com os € 3,57 bilhões de período de 2016, considerando o resultado após a aplicação de taxas e impostos. A margem ficou em 7,7% da receita de € 115,8 bilhões, que ficou em alta de 67% na mesma base de comparação anual, conforme balanço divulgado pela Volkswagen ao mercado financeiro.

Antes de taxas, o lucro registrado na primeira metade do ano pela Volkswagen fechou em € 8,96 bilhões, aumento de 86%, enquanto o resultado operacional aumentou 67%, para € 8,91 bilhões. As vendas do grupo somaram 5,15 milhões de veículos, leve aumento de 0,8% sobre as 5,11 milhões de unidades entregues em todo o mundo há um ano.

“O notável resultado de meio ano e o excelente desenvolvimento com relação às entregas em junho são a confirmação de que o Grupo Volkswagen está no caminho certo novamente. A base sólida do nosso negócio operacional serve como sustentação para o nosso trabalho de transformar o grupo, fabricante de automóveis, em um fornecedor mundial de mobilidade sustentável. Estou confiante de que podemos trabalhar juntos para completar a transformação que prevemos”, afirma em nota o presidente do conselho de administração do Grupo VW, Matthias Müller.

Entre as cinco principais marcas de automóveis da companhia, a Audi foi a que mais contribuiu com lucro operacional 2,7% maior neste semestre, para € 2,7 bilhões, devido ao crescimento da receita que fechou em € 30,1 bilhões. O retorno operacional de vendas aumentou para 8,9%, dentro da meta estipulada pela empresa, de 8% a 10%. As vendas mundiais da marca foram 4,6% menores nesta primeira metade do ano, com volume de 908,9 mil unidades, em parte pela queda das vendas na China, seu maior mercado.

“Nós tivemos ganhos robustos em um primeiro semestre extremamente desafiador”, afirma o membro do conselho de administração para finanças, TI e integridade da Audi, Axel Strotbek. “As medidas com foco em eficiência do programa Speed Up! têm mostrado seus primeiros resultados. A empresa otimizou, por exemplo, os custos com pesquisa e desenvolvimento, que agora representam 6,9% da receita – há um ano foram 7,5%. A longo prazo, a Audi planeja atingir um nível entre 6 e 6,5%. Os efeitos também foram sentidos nos custos com distribuição. Continuaremos trabalhando com foco em eficiência, porque nosso objetivo de rentabilidade se aplica também na era elétrica”, disse Strotbek.

Por sua vez, a Porsche registrou resultado operacional de € 2,1 bilhões, aumento de 16%, bem como o faturamento que fechou em € 11,8 bilhões, incremento de 8%. As vendas da marca ascenderam 7% no período, para 126,4 mil veículos entregues.

“A prioridade da Porsche é garantir o entusiasmo dos clientes e empregos seguros e sustentáveis. Resultados financeiros fortes criam uma sólida base para o futuro”, afirma o presidente do conselho da Porsche, Oliver Blume.

“Uma estratégia de proteção cambial de longo prazo e uma organização eficiente com uma estrutura de custos ainda mais otimizada fundamentam o caminho para obter resultados positivos. Será difícil manter no futuro resultados extremamente altos como os do primeiro semestre deste ano. Só iremos obter retorno de nosso considerável investimento feito no primeiro carro esportivo puramente elétrico da Porsche e na expansão da produção nas instalações de Zuffenhausen quando o Mission E começar a ser vendido, no fim da década”, pondera o vice presidente do conselho executivo para finanças e TI, Lutz Meschke. A Porsche está investindo € 1 bilhão no desenvolvimento de seu primeiro veículo elétrico, o Mission E. “É extremamente desafiante administrar uma soma significativa de investimentos e ao mesmo tempo manter um alto nível de retorno financeiro”, continua Meschke.

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