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10/05/2017 | 20h30

Comerciais

MAN aposta em alta dos cavalos para vender a linha TGX

Em mercado estagnado, vendas extrapesados podem crescer 22% no ano


PEDRO KUTNEY, AB | De Resende (RJ)

Após o primeiro quadrimestre decepcionante, as projeções da MAN Latin America apontam que o mercado total de caminhões acima de cinco toneladas de PBT no Brasil deve ficar parado em torno de 50 mil unidades vendidas este ano, o mesmo número do já muito fraco 2016. Mas a empresa sustenta previsão bem diferente para o segmento mais caro e pesado, o de extrapesados. “Historicamente as vendas de cavalos mecânicos representavam de 18% a 22% do total de unidades negociadas, subiu a 31% em 2013 por causa das condições especiais de financiamento do Finame, depois baixou a agora voltou a subir. Acreditamos que ficará em 28% a 30% nos próximos anos”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas e marketing da MAN LA. A empresa já trabalha com estimativa que prevê crescimento de 22% nos emplacamentos de extrapesados em 2017 comparativamente ao ano passado, de 12,9 mil para 15,8 mil unidades.

“É um segmento que merece foco e que daremos prioridade este ano”, afirma Alouche, para quem a safra recorde explica o desempenho superior dos extrapesados. “Normalmente nesta época a colheita já aconteceu e as compras desses modelos cai, mas este ano os negócios continuam aquecidos”, diz. Com menos produtos para competir nessa selete fatia do mercado nacional de caminhões, as vendas de cavalos mecânicos MAN e Volkswagen representa parcela menor para o negócio da empresa, variando entre 9% e 15% nos últimos três anos. Apenas no último mês esse índice subiu de 6% em março a 19% em abril, graças a uma grande venda ao grupo Braspress.

LINHA 2018

A MAN aposta boa parte de suas fichas para aproveitar o crescimento do segmento na sua linha TGX, também montada em Resende (RJ), que embora ainda tenha motor e cabine importados, este ano atingiu níveis de nacionalização suficientes para obter financiamento pelo BNDES/Finame.

A montadora lança este mês a versão 2018 das três opções do TGX, com motor D26 de 440 cavalos e tração 6x2 ou 6x4, ou 480 cavalos somente na configuração 6x4, todos com câmbio automatizado de 16 marchas, capazes de carregar mais de 70 toneladas, dependendo da composição utilizada. Os preços variam de R$ 360 mil a R$ 380 mil. São poucas mudanças em relação à linha anterior do modelo: o logotipo passou por leve reestilização, o interior da espaçosa cabine ganhou nova tonalidade bege e os faróis agora têm luz diurna de LED, atendendo melhor à legislação para rodar em estradas.

Além do Finame, a MAN tenta atrair os clientes com mais ofertas de crédito. O TGX foi incluído na campanha promocional de financiamento com entrada de 10% e 48 parcelas com taxa de 0,99% ao mês. Também é a única linha da MAN que pode ser adquirida por leasing operacional, em que o caminhão fica em nome do banco e não aparece como ativo no balanço da transportadora, mas como despesa, o que pode reduzir impostos para empresas que apuram lucro real. Não há entrada e ao fim do plano existe a opção de pagar a parcela residual para comprar o bem ou revendê-lo.

Alouche conta que 250 unidades do TGX já foram vendidas por leasing desde que a MAN passou a oferecer esta opção. “É uma modalidade que deverá crescer nos próximos anos, mas ainda tem baixa penetração porque a empresa precisa ter balanço organizado. Além disso, muitas transportadoras ainda têm a cultura de querer ter a posse do bem como ativo da empresa”, explica.

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